Porque o Mundo é uma Ilusão?
Você que gosta de ler textos de filosofia, ocultismo e teologia, já deve ter visto, lido ou ouvido alguma vez que o mundo, o universo em que vivemos é uma ilusão. Alguns dizem que existe um outro mundo astral onde não existem as vicissitudes da carne, e outros, como os budistas, que além deste mundo astral, existe uma infinidade de níveis de mundos cada vez mais abstratos e mais próximos da verdadeira natureza da existência, que é o nada, a inexistência. O indivíduo constataria que o Universo estaria, no fim, assentado sobre o nada.
Já ouvi uma idéia que, dependendo do ponto de vista, faz todo o sentido, de que essa é uma maneira de escapar do mundo real, um mundo de sofrimento e de morte. Essas pessoas que buscam escapar de Maya, o “mundo-ilusão” estariam se enganando e estariam elas mesmas perseguindo algo que não existe, e estariam então, entrando em ilusão criadas por elas próprias para escapar de um mundo que julgam ilusório.
As duas perspectivas tem seu fundo de verdade, mas para saber o que é este fundo de verdade é necessário pensar um pouco. Talvez o que direi agora não seja compartilhado por outras pessoas, mas vamos lá.
Este mundo é uma ilusão porque não conseguimos interpretá-lo da maneira como ele é de verdade. A mente de cada um percebe o mundo de uma maneira diferente, porque os dados simbólicos que chegam a cada um levam a informações com significados diferentes, alterando o que cada símbolo significa para casa pessoa. Dessa forma, somos incapazes de ver o mundo como realmente é, e em vez do mundo real, o que temos é uma ilusão criada por nossa própria mente.
Entenda que não falo de uma ilusão mística, criada por algum processo sobrenatural, como alguma simulação do Universo projetada no nada. Falo da ilusão no que se refere ao fato de que as pessoas não conseguem interpretar o mundo exatamente como ele é, incluindo fenômenos naturais, relacionamentos sociais e amorosos, a mente de outras pessoas e sua própria.
Assim, o mundo-ilusão do qual devemos escapar não é o mundo físico, e sim a ilusão criada por nossa interpretação de mundo. Então, quando um monge medita, ele não está tentando levar sua consciência ao nada, e sim tentando ir além de seu mundo-ilusão mental para poder acomodar-se em pontos de vista mais abrangentes, sendo capaz de ver o mundo como ele realmente é.
Consciência Humana e Inteligência Artificial – Um ponto em comum
Eu teria postado isto apenas como comentário, mas ficou maior do que creio ser apropriado para um comentário.
Olha, acho que somos máquinas, de qualquer forma, mas máquinas que interpretam informação.
Você citou uma confusão dos materialistas que nos confundem e a nossa consciência com computadores que computam informação de forma misteriosa.
Agora eu gostaria de citar o meu ponto de vista sobre isso. Gostaria de citar uma confusão que acredito ser feita não com relação aos computadores, mas com relação à Inteligências Artificiais, que incluem todas as máquinas digitais, incluindo os computadores. Não sei se você está ciente, mas existem dois tipos de IA: Fraca e Forte. Ambas trabalham usando processamento simbólico, mas existe uma diferença na natureza da atribuição de significado ao símbolo em cada uma.
Na IA Fraca, mediante algum método de entrada de dados, é introduzido um símbolo, seja ele visual, auditivo ou de outro tipo qualquer. Com base na comparação no banco de dados de símbolos, ela encontra um que chegue o mais próximo possível do símbolo apresentado. Quanto mais símbolos forem apresentados, maior será o banco de dados e melhores serão as respostas dadas pela IA.
Na IA Forte acontece a mesma coisa, e a diferença está no fato de que na Forte o simbolo tem de fato um significado para a IA, enquanto que não fraca, o processo se resume à comparação entre o símbolo e os símbolos existentes no banco de dados. Ainda não existe nenhuma IA Forte, e ainda devemos estar longe de ter uma.
Aí está a diferença, pois enquanto em uma, o processamento simbólico se resume a comparação mecânica ou quase mecânica, na outra o símbolo realmente tem um significado para a IA. Esta é a diferença, ou como chamamos por aqui, “o pulo do gato”.
Pelo meu ver, a natureza da atribuição de significado a um símbolo, que é a base do processamento de informações em uma IA Forte, também é a base do processamento de informações na consciência humana. O que eu quero mostrar é que o processamento de informações em uma IA Forte e na Consciência Humana segue o mesmo esquema básico, que é atribuição de significado a um símbolo.
Então não existiria nenhuma diferença fundamental entre uma IA Forte e a Consciência Humana. A diferença entre ambas é que uma é uma máquina eletrônica e a outra uma máquina eletroquímica.
Para mim, o objetivo é saber como se passa de uma coleção de circuitos eletrônicos ou moléculas orgânicas a um andróide consciente ou um ser humano. Chamaria a isto de auto-consciência, espírito ou alguma outra palavra adequada.
Observo que não estudei profundamente nenhum livro sobre IA ou Consciência Humana, mas já li textos de livros sobre o assunto, conheço por cima os principais paradigmas de IA e sei que a IA Forte é o “graal” do ramo da Inteligência Artificial. Tudo isso que coloquei acima são idéias que resultaram de momentos especulando sobre os temas (IA e Consciência).
A Greve dos Signos
Num dado momento da Eternidade, os signos do Zodíaco se reuniram perante o Ser Supremo. Sentados em torno de sua távola de estrelas, reclamavam que, apesar de conferirem ao Homem seus atributos (conforme o Ser assim havia dito), a espécie, a máxima criação divina, não se harmonizava e não estava conseguindo chegar ao ponto de relação com a Fonte de Luz. Um signo acusava o outro de impedir a harmonia e a felicidade humana. Cada um achava ser o senhor da verdade e que a humanidade deveria agir conforme seu padrão. A discussão aumentou até que o Ser Supremo, com infinita sabedoria, sugeriu: “Façam uma greve.” Todos ficaram estupefatos. Silêncio total na Eternidade. O Ser continuou: “Aqueles cuja ausência puder ser equilibrada pelos outros serão retirados do Zodíaco e passarão a fazer parte das outras constelações. A greve será para um de cada vez, de forma que todos vejam os efeitos. Para que a vida no Universo não sofra as conseqüências, vamos fazer isso no plano das idéias. Se vocês acharem que tudo estará bem, faremos no plano físico logo em seguida”.
Todos se aprumaram, prontos para começar nessa empreitada do “o que aconteceria se?”.
Áries tomou a dianteira e declarou: “Sem mim, nada no Universo poderá ser iniciado”.
E assim começou um período onde crianças permaneciam presas no útero, nenhuma semente brotava e nem surgia nas plantas, ninguém saía mais de suas casas, não havia mais nada que interessasse na Terra, pois sem a energia e a iniciativa de Áries a realidade se tornara estagnada, sem movimento. Além disso, não era possível decidir coisa alguma, tal era a dificuldade de optar por um caminho a seguir. Todos esperavam a aprovação de todos, o que levava a mais e mais estagnação. Ninguém conseguia sacrificar-se o suficiente para reverter a situação, não havia mais honestidade nem nobreza para enfrentar as vicissitudes. A falta de energia era tão grande que os planetas pararam de se movimentar. Na Terra, em um dos hemisférios só havia dia e calor causticante. No outro só a noite e o frio congelante. A locomotiva do Zodíaco parara.
Com o mundo à beira da destruição devido à inatividade total, os arquétipos se reuniram e decidiram afagar o ego do Carneiro pedindo-lhe para retornar a seu posto. Orgulhoso, ele atendeu o pedido.
“Que Touro se apresente”, disse o Ser em sua voz de mil trovões.
Touro então inicia sua greve. Logo tudo passa a cheirar mal, a terra seca e as pessoas empobrecem. Miséria espalhada por todo canto, colapso econômico, ganância e falta de contenção de impulsos geraram ondas de violência sem igual. A paz taurina havia sido banida. Todas as coisas mudavam repentinamente e sem parar. Não se podia mais esperar nada do futuro. As crianças nasciam e morriam logo em seguida, devido à dificuldade de manter as coisas por um certo período. Aliás, os organismos perdiam a resistência tão rapidamente que qualquer alteração (e haviam muitas), provocava uma catástrofe.
Os arquétipos, convencidos do problema, pediram o retorno de Touro, que recusou-se a fazê-lo. Depois de muitas vezes e com muita insistência, os arquétipos se reuniram e pediram o retorno de Touro, que, relutante, sentou-se em seu lugar.
Chegou a vez de Gêmeos. Todos sentiram o ar ficar rarefeito, houve silêncio novamente, mas tal silêncio era involuntário e sepulcral. Ninguém mais concatenava as idéias, nada podia ser dito e quando era dito se tornava dogma, sem lógica, sem flexibilidade, sem humor. As coisas se repetiam infinitamente, pois nunca houve tanta falta de variedade no Universo. Se alguma coisa era ensinada de um jeito, ninguém mais podia ter outra opção. A falta de comunicação, com as pessoas não querendo mais ouvir e muito menos ponderar questões mesmo as simples, estava criando o ambiente perfeito para a guerra, isso sem falar nos problemas respiratórios e de sistema nervoso que afetaram a todos.
Após uma série de controvérsias, discussões, mudanças de assunto e muito falatório, Gêmeos resolveu voltar ao seu lugar.
A primeira medida de Câncer foi extingüir todos os alimentos. Isso por si só já acabaria com toda a vida existente, mas Câncer, como sempre, nunca deixa as coisas pela metade. Além da ameaça de morte por inanição, as mães largavam seus filhos a esmo, mesmo os recém-nascidos. Não havia mais famílias. Todas as pessoas decidiram ser independentes demais, apesar de a maioria estar despreparada para enfrentar a vida sem apoio emocional, um lar e gente que nos quer bem por perto. Todos esqueceram o passado, portanto nem mesmo sabiam porque estavam fazendo tudo aquilo e porque tudo estava horrível.
Assim, a pedidos imersos em lágrimas e com um pouco de chantagem emocional, Câncer retornou ao seu lugar.
Leão não se manifestou. Por causa disso, todos estavam se perdendo na animalidade, sem contato consigo mesmos. Ninguém queria mais saber o impacto que tinha sobre as outras pessoas, daí que nem valia a pena viver. Suicídios. Não havia mais nenhuma procriação, nenhum auto-respeito e muito menos personalidades integradas. Esquizofrenia geral, frieza nas relações. Todos os seres vivos pereciam devido à isenção de contato e à inexistência de vontade de se sentir vivo. Tudo estava se perdendo numa horrenda rotina, com sistemas para tudo, sem participação do indivíduo naquilo que deveria trazer satisfação. A incidência de enfartes aumentou 1000% a cada dia. O Sol começava a perder seu calor, e o sistema solar entrava na era da escuridão e do frio eternos.
Para evitar isso, Leão, exprimindo seu desejo de ser apreciado e de demonstrar sua importância, por vontade própria, voltou a ocupar seu lugar.
Virgem não gostou muito da idéia de interromper suas atividades, mas seguiu as ordens. Sem ele, todas as ações terminavam em obras extremamente mal feitas, perigosíssimas para a saúde e integridade física de todos no Universo. Ninguém mais se importava se havia necessidade de trabalhar, todos só queriam as coisas boas sem nenhum sacrifício. Isso gerou sérios problemas, pois novamente não havia comida. As pessoas ficaram doentes e não havia médicos. As crendices sem sentido imperavam. O caos tomou conta de tudo e nenhum ser existente conseguia mais digerir o que restou dos alimentos, que por sinal estava muito sujo e estragado. Nenhum conhecimento era aprofundado, tudo era fútil e sem sentido. Não se estabelecia rotinas nem mesmo no corpo dos seres viventes, pois a química do organismo estava suspensa. Houve mortalidade sem igual pela falta de higiene.
Terrivelmente arrependido pelo engano, resmungando muito e se criticando (e também ao Supremo, por fazer as coisas de um jeito que ele não achava certo), Virgem voltou correndo a seu lugar.
Libra não sabia se entrava na greve ou se permanecia no lugar onde estava. Com muito custo e chateado por ser desagradável, retirou-se. Num instante tudo perdeu o brilho, as pessoas ficaram horripilantes, os animais, tudo. Nem mesmo a vegetação era verde, mas de uma cor desbotada, indefinível. Guerra por todos os lados, ninguém mais tinha vontade de unir e reunir, somente os egos eram importantes e a vontade de cada ente tinha de prevalecer. Ninguém tinha mais medo de nada, mas também não tinha bom senso, que é um tipo de medo. Não se podia mais usar roupas, porque elas feriam a pele, o chão feria os pés, o sol queimava sem trégua e até os planetas perderam o rumo de suas órbitas, chocando-se uns com os outros, tal era a falta de equilíbrio. Divórcios eram tão comuns que as pessoas nem mesmo se casavam mais – até porque todos estavam horríveis.
Após um diálogo com contrato assinado dividindo as responsabilidades de tudo, Libra concordou em retornar.
Escorpião saiu e com ele saíram todas as possibilidades de reciclagem do Universo. As coisas apodreciam, mas não se desintegravam. Nada morria. Cadáveres andavam pelas ruas putrefatos, sem alma, mas com os corpos funcionando tal como máquinas ligadas indefinidamente. As emoções mais primitivas desapareceram também, mas com elas se foi tudo o que a vida tem de importante. Não havia mais intensidade de propósitos e tudo se tornou rotina pura, sem sentido. Todos os seres agiam como autômatos e os dias, horas, minutos, etc., tudo era o mesmo. O Universo não mais se destruiria, devido à falta de Escorpião, mas também não mais seria reconstruído e melhorado. Tudo passou a ser superficial e falso, apenas cascas sem vida com movimento. Nos seres humanos todo o processo orgânico de excreção foi interrompido, gerando grande sofrimento.
Satisfeito com a lição que dera, mas já entrando em depressão, Escorpião voltou a seu lugar.
Repentinamente as coisas diminuíram de tamanho e a desesperança tomou conta de todos os seres. Era Sagitário entrando em greve. As mentalidades se tornaram tacanhas, regionalistas, sem o mínimo senso de amplitude. Nada no Universo se expandia ou crescia mais. A humanidade definhava, emagrecia, como que acometida por mil e uma doenças e isso acontecia mesmo com aqueles que ainda podiam conseguir alimentos. O ceticismo imperava a tal ponto que não se acreditava mais nem mesmo que a pessoa ao lado respirava também. Tudo tinha de ser comprovado cientificamente, o que gerava muita confusão, pois não havia tempo para ter certeza de tudo nos mínimos detalhes. Não havia mais significado em nada, tudo era aleatório. Quanto mais banal o conhecimento e quanto menos ele levasse a alguma coisa melhor. Estava instaurada a era da futilidade total, enquanto que o mundo se destruía pelo descaso e pela falta de pessoas dedicadas a ensinar.
Sagitário rapidamente voltou ao convívio daqueles que considerava o que de melhor o Universo poderia oferecer, pois não agüentava mais estar perdendo as novidades do high society celestial.
Chegando a vez de Capricórnio, toda a ordem cronológica das coisas perdeu o sentido. Coisas que deveriam acontecer em seqüência, tinham sua lógica alterada. Morria-se antes de nascer, os jovens se tornavam velhos aos 20 anos e quem chegava aos 50 anos estava à beira da morte ou já estava reencarnando, não importava se houvesse problemas de saúde ou não. Não havia mais sistema e ordem. Não bastasse isso, em todos os outros pontos do Universo a irresponsabilidade tomava conta. Tudo era feito de forma passional, sem ponderação. Depois de tudo isso a destruição final seria fazer tudo o que era sólido se tornar líquido, até mesmo as rochas e os esqueletos.
Os arquétipos precisaram intervir, “depondo” Capricórnio de seu “status” de grevista. Só assim ele retornou a seu lugar.
Aquário em greve resultou em perda total da liberdade. Todo o fluxo e refluxo universal cessara e todas as pessoas passaram a pensar, agir, sentir e viver do mesmo jeito. A preocupação maior de cada um era consigo mesmo, nada era feito em prol da comunidade. Alguns conseguiram viver durante um tempo em castelos feitos de ouro, mas em volta desses castelos havia um oceano de excrementos, lixo humano e devastação. A conseqüência foi a destruição gradativa desses monumentos ao egoísmo pela própria ignorância de seus donos a respeito da necessidade de disseminar recursos para que pudessem tê-los de volta. Todos esqueceram do ciclo da vida, da Lei do Retorno. A palavra amizade foi banida de todos os dicionários. Não chovia mais em lugar nenhum, pois a chuva distribui água para todos sem exceção, portanto as nuvens desapareceram. A humanidade quase se extinguiu, pois Aquário é o signo da Humanidade. Até mesmo as estrelas pararam de emitir luz, uma vez que ela banha a todos e isso faz farte da tarefa de Aquário.
Cansado da rotina de nada fazer, Aquário voltou repentinamente ao seu lugar, pois estava bolando uma revolução para modificar tudo o que se julgava bom até aquele momento.
Peixes, retirado como de costume, simplesmente deixa de se importar com o sofrimento humano. As crueldades infligidas são incontáveis. Não há mais compaixão no Universo, apenas regras rígidas. Qualquer desvio, por mínimo que seja, é punido com severidade sem igual. A Graça Divina deixa de descer sobre a Criação, pois preza-se sobremaneira a execução exata das tarefas e rotinas (orgânicas, sociais ou cósmicas), não havendo lugar para o incognoscível ou para a possibilidade de adequar qualquer anomalia à vida cotidiana. Por causa disso, as formas viventes são violentamente forçadas a desenvolver-se dentro dos padrões de perfeição absoluta. O resultado foi a extinção da maioria dos seres , inclusive os humanos, pois nenhum ser vivente é uma cópia fiel do protótipo do Criador, daí que fez-se necessária a interrupção desta última greve o quanto antes.
Após o retorno lacrimejante de Peixes, que, por sinal, sentia muita piedade e auto-piedade daquilo que só aconteceu na imaginação, ouviu-se a pergunta do Ser Supremo: “Então? Já decidiram quais são os signos que podem ser retirados? Há algum que não tenha feito falta?”
Os doze entreolharam-se cabisbaixos e, agora mais sábios, responderam em uníssono: “Senhor, percebemos que somos partes de um imenso mecanismo cósmico que jamais sobreviveria desfalcado, mesmo de apenas um de nós. Pedimos perdão por nossa ignorância. Decidimos, portanto, dar como missão ao Homem a mesma tarefa que deste a nós, fazendo com que ele, a cada geração, harmonize nossos aspectos dentro de si mesmo. Dessa maneira, concedemos a ele, Senhor, aquilo que recebemos de Ti: o Livre-Arbítrio e a capacidade de superar até mesmo o que nós, como símbolos, representamos. O Homem jamais será uma marionete das estrelas se não quiser sê-lo.”
Satisfeito, o Ser deu por concluída sua obra e irradiou sua energia divina à espera daqueles que por ela procuram.
Autor Desconhecido
Ofiúco – O 13º Signo do Zodíaco?
Texto escrito por Dieter Koch, traduzido do site astro.com, explicando sobre as reais fundações da Astrologia e explicando porque Ofiúco não tem relevância astrológica.
Nunca se deve equiparar signos Solares com constelações de estrelas fixas
Todos os anos ouvimos a mesma velha notícia de críticos da astrologia, principalmente os astrônomos e físicos que não sabem nada sobre astrologia.
Eles argumentam que os signos do zodíaco usados pelos astrólogos não correspondem às constelações reais de estrelas no céu. Eles dizem que as constelações de estrelas reais foram mudando em relação ao signos astrológicos por quase um mês no decurso dos últimos 2.000 anos. Eles explicam isso com a chamada precessão dos equinócios.
Além disso, eles alegam que os astrólogos suprimiram uma décima-terceira constelação, o Portador da Serpente (Ofiúco), apesar do fato de que o Sol passa anualmente por esta constelação.
Estas afirmações são verdadeiras em um certo sentido. Mas eles estão baseados em pressupostos incorretos e ingênuos a respeito da essência e da história da Astrologia e, portanto, erraram o alvo. Aqueles que argumentam contra a astrologia de certa maneira podem muito bem entender um pouco sobre astronomia. Mas eles são incompetentes sobre astrologia e não fizeram a lição de casa. Eles falam na mídia sobre algo que eles nunca estudaram.
Ptolomeu estava plenamente consciente da precessão
Já no século II dC, o astrólogo e astrônomo Ptolomeu tinha pleno conhecimento da precessão e as questões acima mencionadas. Ele sabia que os pontos equinociais aos poucos foram mudando em relação a constelações de estrelas – cerca de 1° no curso de uma vida humana de 72 anos (Ptolomeu, Almagesto VII.2.f). Ainda assim, ele decidiu abandonar constelações de estrelas e deixar que o zodíaco começasse em 0° de Áries no ponto equinocial da Primavera (Ptolomeu, Tetrabiblos 1.10f). Por quê? Ele fez isso na opinião de que as constelações reais das estrelas fixas não foram relevantes para a astrologia, que os signos do sol devem ser fixados nos pontos cardeais do caminho anual do sol. Áries começa no equinócio de primavera, Câncer no solstício de verão, Libra no equinócio de Outono e Capricórnio, no solstício de inverno.
A decisão de Ptolomeu era simplesmente lógica, porque os astrólogos sempre consideraram que os signos solares estavam relacionados com as estações do ano. Na antiga Mesopotâmia, por volta de 2000 aC o aparecimento das estrelas de Libra imediatamente antes do nascer do sol no simbolismo usado indicou o equinócio de outono (como documentado pela escrita cuneiforme texto Mul.apin eu iii 1-2). 1000 anos depois, quando esta regra não funciona mais devido à mudança dos equinócios, por precessão, o início do outono foi redefinido como a entrada do Sol em Libra.
Signos Solares vs. Constelações de Estrelas Fixas
A Astrologia moderna tem-se mantido fiel a essa velha tradição. Não se consideram as constelações de estrelas fixas, mas divide-se o zodíaco em correspondência com os pontos cardeais das estações. As constelações reis de estrelas no céu são astrologicamente irrelevantes. Nunca se deve equiparar signos Solares (signos do zodíaco), com constelações de estrelas fixas. Constelações de estrelas fixas são formações de estrelas visíveis no céu, signos de sol no entanto, não podem ser visto no céu. Elas são divisões matemáticas do caminho anual do Sol no céu, precisamente do tamanho 30° para cada uma das 12 casas.
Se os astrônomos afirmam que a astrologia não pode ser verdadeira porque não usa as constelações estelares reais, eles alegam isso na crença equivocada de que os astrólogos esqueceram onde as constelações de estrelas fixas estão. Na verdade, todo astrólogo sabe que eles são diferentes do signos astrológicos zodiacais. A verdade histórica com que poucos se preocupam reside no fato de que as constelações de estrelas fixas receberam os nomes das estações e do ritmo anual de movimento do Sol, não o contrário. Onde as constelações são encontradas hoje no céu é simplesmente irrelevante. O astrólogo só está interessado nos signos de sol, com base nas estações.
Agora sobre Ofíuco, o portador de serpente? Já que isso também é – apenas – uma constelação de estrelas fixas, não tem nenhuma relevância astrológica. O Sol passa por ela hoje em dia entre 29 de novembro e 17 dezembro, que cai no signo de Sagitário.
Interpretando o Sagrado III – A Bíblia e Inteligência Extraterrestre
Sei que você deve estar se perguntando o que a Bíblia tem haver com os Extraterrestres? Sei que é algo estranho, digno de um doido esquisotérico que acredita que os aliens são anjos, mas não é isso, e sim o fato da Bíblia estar escrito que existe vida inteligente fora da Terra. Veja João 14:2:
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
Ora, “casa de meu Pai” é o Universo e “muitas moradas” são os planetas habitados que flutuam Universo afora.
Interpretando o Sagrado II – Identificando Números com Significado Místico
Depois que comecei a estudar ocultismo, fui desenvolvendo meu tato para identificar números que possuam significado místico. Esses números podem ser encontrados em lendas e nas escrituras sagradas de vários povos, e são facilmente identificáveis por um aspecto: o próprio número. Vejamos, os Signos do Zodíaco são Doze, então quase todo número que você encontrar na Bíblia, no Alcorão, em lendas das mais diversas mitologias são alegorias sobre os signos. Por exemplo, os Doze Apóstolos de Jesus Cristo, os Doze Trabalhos de Hércules, as Doze Tribos de Israel, todos estão relacionados aos Doze Signos do Zodíaco. Cada um dos Apóstolos, Trabalhos ou Tribos tem um significado astrológico (veja aqui).
Temos o número Dez, que representa os Dez Sephirot da Kabballah, que são as Dez Emanações de Deus e também as Dez Características que devem ser trabalhadas no ser humano. Creio que a Parábola das Dez Virgens (Mateus 25:1) se refira aos Dez Sephirot da Cabala. Outra que certamente se refere à isso é Apocalipse 2:10:
“Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”
Nesse caso, a referência é muito clara, pois os dez dias de tribulação são os Dez Sephirot, as dez características que o ser humano tem que trabalhar. Se o discípulo foi “fiel até à morte” a “coroa da vida” lhe será dada. Ora, na Cabala, Kether é a Coroa, então se trabalhar as dez características o discípulo chegará a Kether. Encontrei muitas referências ao número dez na Bíblia, mas são muitas, e tomei as que mais me pareciam próximas desse significado.
Outro número que aparece muito em vários lugares é o Sete, que representa os Sete Chakras, ou os Sete Pecados Capitais, ou as Sete Virtudes. No Alcorão, ele é citado várias vezes, quase sempre relacionado aos Sete Céus (71:15, 78:12). Também, às Sete Espigas (2), Sete Vacas Gordas (12:43), entre muitas outras citações. A Bíblia também cita muitos os Sete Chakras, e para não ficar o dia todo citando, tomo somente os do Apocalipse: as Sete Igrejas (1:4, 1:11), Sete Castiçais de Ouro (1:12), Sete Estrelas (1:20), Sete Lâmpadas de Fogo e os Sete Espíritos de Deus (4:5), enfim já estou até exausto de tanto procurar.
E também temos o Quatro, relacionado aos Quatro Elementos (Ar, Terra, Fogo e Água). Pode ser encontrado na Bíblia: os Quatro Ventos (Mateus 24:31) e também Quatro Anjos (Apocalipse 7:1) e Quatro Animais (Apocalipse 5:14, 14:13, 19:4).
Não sei quantos símbolos errei a interpretação, mas acho que acertei mais do que errei. Por fim, você pode ver que ocultismo não é algo tão difícil assim, bastando combinar Hod e Netzach na medida certa! 136 para mim!
Kabballah – Diagrama Detalhado da Árvore da Vida
Excelente diagrama da Árvore da Vida que consegui no Teoria da Conspiração. E todo em português. Clique para ampliar.
Interpretando o Sagrado I – Tesouros no Céu
Tentando Interpretar o Sagrado é um série de tentativas de interpretar da forma mais correta possível alguns trechos das escrituras sagradas de várias culturas ao redor do mundo. É um tentativa de entender a verdade que se esconde por trás da narrativa literal das escrituras, para entender a verdadeira natureza das religiões e o papel na evolução da humanidade. Pomposo, não?
Eu ia intitular esse novo quadro do Pergaminhos como “Interpretando o Sagrado”, mas eu não sou nenhum teólogo ou ocultista e tudo o que sei no assunto é muito pouco para dar título que exprima tamanha autoridade.
O primeiro trecho é de Mateus 6:19-20:
“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.”
Sempre que Jesus fala sobre “Reino do Céu”, ele está se referindo ao nosso reino interior, a nossa evolução moral e intelectual. A maioria acredita que ele está falando de um céu místico em alguma dimensão fora do espaço e do tempo. Não, Reino do Céu significa simplesmente um estado de avançada evolução moral e intelectual. Os Tesouros na Terra representam tudo o que é material, toda forma de riqueza física, enfim. Por fim, então, ele nos aconselha em nos focarmos no aperfeiçoamento moral e intelectual em vez de dedicar-se somente aos bens materiais.
Iniciando hoje!
Este é meu quarto blog no total, o terceiro no WordPress. O primeiro a ser criado foi o Pergaminhos do Darkchet, dedicado quase exclusivamente a RPG de Mesa, quase sempre sobre o Sistema Daemon. O segundo foi o A Morte do Fóton, para divulgar meus assuntos acadêmicos, Linux e computação em geral. O terceiro, Amenidades e Seriedades – A&S é um blog mais solto, onde falo de política, sociedade, televisão, humor, curiosidades e críticas sobre qualquer assunto.
Hoje começo O Estudioso Sombrio, onde pretendo revelar minha faceta de Ocultista Amador e Teórico da Conspiração Amador. Isso mesmo, amador, pois não tenho condições ainda de iniciar um estudo sério de ocultismo. Aqui irei tentar falar sobre tudo, especialmente Kabballah e tentativa de interpretar a Bíblia e outras escrituras sagradas do ponto de vista do ocultismo.
Todos são bem vindo a comentar, mas devo frisar que sou um amador! Eu sei muito pouco e o que vou postar aqui é em maior parte derivado de minha mente em expansão. Então até o próximo post!
Então, tomem cuidado ao adentrar minha torre, pois nela se ocultam mistérios que podem enlouquecer mentes mais frágeis!



